Recorrer a fundos de investimento não é a única forma de financiar um projeto, e para muitas empresas nem é a mais adequada. Este artigo explica que alternativas a fundos de investimento existem e como a MP Negócios pode ajudar a avaliar alternativas a fundos de investimento através de financiamento bancário e incentivos públicos.
- Nem sempre os fundos de investimento são a opção mais adequada, sobretudo quando a empresa quer manter o controlo total da gestão.
- O financiamento bancário é uma alternativa a fundos de investimento que não implica diluição de capital, mas exige um dossier de candidatura bem preparado.
- Os incentivos públicos, como os do Portugal 2030, podem funcionar como complemento ou substituto do capital externo, consoante a natureza do projeto.
- A Garantia Mútua, gerida com participação do IAPMEI, facilita o acesso das PME a financiamento bancário, sem recurso a capital de fundos de investimento.
- A combinação mais adequada depende do objetivo do projeto, da situação financeira da empresa e da disponibilidade dos sócios para partilhar propriedade ou controlo.
Recorrer a fundos de investimento implica, quase sempre, ceder uma parte da empresa e aceitar um papel mais ativo do investidor na gestão. Para muitas empresas, sobretudo as que já têm um negócio estável e não precisam de capital de dimensão elevada, esta troca não compensa.
Há ainda o fator tempo: um processo de investimento por fundo pode envolver negociação prolongada e due diligence exigente, o que nem sempre se ajusta ao calendário de um projeto com prazos mais apertados.
"Um fundo de investimento resolve bem um problema muito específico: crescimento acelerado com necessidade de capital elevado. Para a maior parte dos projetos empresariais em Portugal, esse não é o problema que está em cima da mesa." — Miguel Prata, MP Negócios
O financiamento bancário como alternativa a fundos de investimento não implica diluição de capital, mas exige uma preparação cuidada do dossier de pedido de proposta de crédito, com memória descritiva do projeto, demonstrações financeiras e, em muitos casos, garantias associadas à operação.
Vale a pena consultar como a Garantia Mútua do IAPMEI facilita o financiamento bancário sem recurso a fundos de investimento, um sistema que apoia o acesso das PME a crédito através da prestação de garantias, sem diluição da empresa.
A apresentação do dossier a mais do que uma instituição bancária em simultâneo, com negociação paralela das condições propostas, tende a resultar em melhores termos do que uma abordagem a uma única instituição. Este acompanhamento até à contratação final é uma das componentes do apoio da MP Negócios em financiamento bancário.
Os incentivos públicos, como os disponíveis através do Portugal 2030, financiam projetos concretos sem exigir qualquer cedência de capital. Podem funcionar como substituto direto de fundos de investimento em projetos que se enquadrem nas tipologias de despesa elegível, ou como complemento ao financiamento bancário.
Um projeto pode, em muitos casos, combinar um incentivo ao investimento para financiar equipamento ou infraestrutura com financiamento bancário para as necessidades de fundo de maneio associadas, reduzindo assim a necessidade de recorrer a capital externo com diluição.
Esta combinação exige uma análise cuidada, para evitar duplicação de financiamento sobre a mesma despesa, mas quando bem estruturada reduz significativamente o esforço financeiro próprio da empresa.
"Antes de aceitar diluir capital, vale sempre a pena perguntar: este projeto pode ser financiado sem ceder propriedade da empresa? Muitas vezes a resposta é sim." — Miguel Prata, MP Negócios
A avaliação começa pelo objetivo do projeto: um projeto com necessidade de capital intensivo e crescimento acelerado pode, ainda assim, justificar fundos de investimento. Um projeto mais contido, com fluxo de caixa previsível, tende a encontrar solução mais equilibrada em financiamento bancário e incentivos públicos.
Depois, é importante avaliar a situação financeira da empresa. Uma empresa com histórico de crédito sólido e capacidade de garantir a operação tem, normalmente, acesso a condições de financiamento bancário mais vantajosas do que uma empresa em fase inicial sem histórico.
Por fim, a disponibilidade dos sócios para partilhar propriedade ou controlo pesa tanto como os fatores financeiros. Uma avaliação de enquadramento, feita antes de qualquer decisão, ajuda a cruzar estes três fatores e a identificar a combinação de financiamento bancário e incentivos públicos mais adequada, evitando recorrer a fundos de investimento quando não é necessário.
Precisa de apoio para enquadrar um projeto de investimento sem recorrer a fundos de investimento? Vamos falar sobre o seu projeto.
Descobrir alternativas a fundos de investimentoÉ sempre possível substituir fundos de investimento por financiamento bancário?
Não sempre. Projetos com necessidade de capital muito elevado ou risco técnico significativo podem não reunir condições para financiamento bancário nas mesmas condições que um fundo de investimento ofereceria.
A MP Negócios ajuda a negociar fundos de investimento?
Não. A MP Negócios não atua como intermediária de fundos de investimento, mas presta consultoria em incentivos fiscais, incentivos ao investimento, incentivos ao recrutamento e financiamento bancário, que podem ser alternativas muito importantes.
Um dossier de crédito bancário demora mais tempo a preparar do que uma ronda de investimento?
Depende da complexidade do projeto e da empresa, mas com preparação antecipada, o processo de financiamento bancário costuma ser mais previsível em termos de prazos.
É possível combinar incentivos públicos com financiamento bancário no mesmo projeto, como alternativa a fundos de investimento?
Sim, é uma combinação comum, desde que as componentes financiadas por cada mecanismo sejam claramente distintas.